Herbie Hancoc é um pianista e compositor norte americano, considerado um dos mestres do Jazz. Tocou ao lado de grandes músicos, com destaque para sua colaboração com Miles Davis, nos anos 60, em um quinteto, que se tornou antológico na história do Jazz. Ali, Hancock foi introduzido ao piano elétrico Fender Rhodes, ao qual se adaptou imediatamente e, tão logo experimentou a improvisada adaptação de um pedal wah-wah e uma câmara de eco (um Echoplex). Harold Rhodes, pai do piano elétrico, ao noticiar essas estranhas, e até então, originais conexões, providencia para que esses conectores constem em todos os novos modelos deste piano. Uma década adiante, emergindo do universo de Miles Davis, Hancock monta um grupo com maiores aproximações à tradição popular afro-americana de uma sonoridade bem mais acessível ao grande público e de enorme sucesso. No album de título homônimo ao deste grupo - Head Hunters (1978) - Hancock alterna bem sucedidas experimentações com o Eletrofunk com pitadas daquele espírito do quinteto de Miles. Sua discografia inclui discos voltados para o Jazz, assim como algumas incursões pelo Fusion, Funk e Música Clássica. Poucos pianistas têm ou tiveram uma carreira tão fecunda quanto Hancock, que já atravessa algumas décadas como um dos maiores pianistas da história do Jazz. Gravou em 1978, com Chick Corea um dos mais belos e surreais trabalhos de dupla ao piano: "An Evening With Herbie Hancock & Chick Corea: In Concert"
Errol Garner
sábado, 22 de agosto de 2020
sábado, 25 de julho de 2020
Ella Fitzgerald - (25/04/1917 - 15/06/1996)
Foi em 1946 que o renomado produtor de discos de Jazz Norman Granz, inaugurou a sua quarta gravadora, a "Verve", não com um disco de jazz, mas com uma série de songbooks, onde se reverenciava, com a voz de Ella, os maiores compositores americanos. Ao longo de oito anos, 286 canções, 17 LPs (já convertidos em CDs) e um sofisticado esquema de produção, Granz, construiu com Ella, um verdadeiro monumento à música do teatro e do cinema criada na primeira metade do século XX. Foram oito songbooks e oito homenagens a oito mestres da canção e seus parceiros. Cole Porter, ao lado de Lorenz Hart e Richard Rodgers foi o primeiro songbook a ser gravado, com arranjos de Buddy Bregman. E é este Album que trago aqui no blog, lembrando que ele foi introduzido no Hall da Fama do Grammy em 2000. Em 2003 foi uma das gravações escolhidas pela Biblioteca do Congresso pra ser adicionada ao Registro Nacional de Gravação. Bora ouvir esta pérola? Boa Audição!!!!
Baden Powell (06/08/1937 - 26/09/2000)
Compositor e instrumentista, Baden Powel é, ainda hoje, considerado um dos maiores gênios e virtuoses que o violão mundial conheceu. Criador de um estilo próprio e inconfundível, deixou admiradores por todo o planeta, sem que ninguém conseguisse reproduzir sua maneira de tocar. Muito há que se falar sobre sua extensa obra e suas parcerias, mas quero me ater a um trabalho que, na minha modesta opinião, é uma verdadeira jóia do jazz brasileiro. Refiro-me ao Album "Tempo Feliz", gravado entre 24/25 de janeiro de 1966 e lançado no mesmo ano pelo selo Forma com Edson Lobo no contrabaixo, Chico "Batera", na bateria, Mauricio Einhorn, na gaita e obviamente, Baden, no violão. O Album é perfeito, sem nenhum ponto fraco. E, entre os pontos altos, destaco "Consoloção", em parceria com Vinicius de Moraes(19:51) onde os quatro craques, em quase oito minutos,se dedicam a fazer Jazz Brasileiro, com as maiores garra, determinação e competência! Bora conferir?
quarta-feira, 15 de julho de 2020
Astor Piazzolla (11/03/1921 - 04/07/1992)
Fama, reconhecimento mundial e diversas homenagens, marcaram a vida do músico e compositor Astor Piazzolla. Mas, nem sempre foi assim. Um dos músicos de maior destaque internacional, Piazzolla teve que lutar para impor seu estilo, na época, considerado uma descaracterização do Tango, pelos puristas e ortodoxos. Começou a despontar mesmo em 1939, quando passou a integrar a Orquestra de Bandoneões do também argentino Aníbal Troilo, a quem Piazzolla se referia como um de seus grandes mestres. Depois disso, dedicou-se a uma sequência incansável de estudos e trabalho, tomando parte de outras orquestras e dirigindo tantas outras. A música de Piazzolla está presente na trilha sonora do filme "Toda Nudez Será Castigada", de Arnaldo Jabor, adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues. Destaco, "Fuga Nº 9", do Album "Música Contemporânea de La Ciudad de Buenos Aires", Vol 1(1971). Trilha que valeu a Piazzolla uma Menção Especial no Festival de Gramado/RS, do mesmo ano. Boa Audição!
sábado, 11 de julho de 2020
Mauro Senise (Rio de Janeiro, 18 de maio de 1950)
Mauro Senise nasceu em 1950 no Rio de Janeiro e começou sua carreira nos anos 70. Estudou flauta clássica com Odette Emest Dias e saxofone com Paulo Moura. Durante muitos anos gravou e tocou com grandes mestres como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Luis Eça. Em 1988 Mauro gravou seu primeiro disco solo. Junto com o compositor, pianista e arranjador Gilson Peranzzetta, lançou mais dois CDs: "Uma Parte de Nós" e "Vera Cruz". Em 1995 gravou em Nova York gravou um duo com o violonista e guitarrista Romero lubambo. Em 2006 gravou pela gravadora Biscoito Fino, o novo CD "Casa Forte", com músicas e participação especial de Edu Lobo com arranjos de Gilson Peranzzetta. que ouviremos a seguir. Boa audição.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Eumir Deodato (Rio de Janeiro, 22 de junho de 1943)
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Instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical, Eumir Deodato, hoje radicado nos EUA, é um dos músicos e arranjadores mais consagrados do mundo. Tanto no Brasil quanto no exterior pe reconhecido como um dos maiores representantes do Jazz Funk. Autodidata, Eumir Deodato de Almeida, começou a tocar aos 12 anos de idade. Em seguida, iniciou seus estudos de piano, orquestração, arranjo e regência no Rio de Janeiro, onde nasceu. Tocava em festas e bailes, e no final dos anos 50 se aproximou de músicos do núcleo da Bossa Nova. E, rapidamente os estudos e suas habilidades instrumentais e orquestrais, culminaram em sua primeira sessão de gravação, aos 17 anos, como pianista e arranjador de vários artistas. Aos 21 anos, gravou o Álbum "Inútil Paisagem", com músicas de Tom Jobim e é o que ouviremos a seguir. Boa audição!
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Jimmy Smith (Norristown, Pensilvânia, 8 de Dezembro de 1925 - Scottsdale, Arizona, 8 de Fevereiro de 2005),
Jimmy Smith foi, sem dúvida, o organista mais influente, de toda a história do Jazz. Foi o primeiro a tornar popular o Órgão elétrico Harmmond B-3, no Jazz, Rythm and Blues e Rock. Sua influência foi tão grande, que mereceu uma série de homenagens e premiações, dentre elas, a que mais se destaca é a NEA Jazz Masters Award, a maior honraria dos EUA, concedida à músicos de Jazz. A partir de 1995, Smith fez uma pausa em sua carreira, só retornando em 2001, com os Álbuns "Fourmost Return" e "Dot Com Blues", este último com as participações de Dr. John, Taj Mahal, Etta James r B.B. King. Seu último trabalho foi uma participação no Álbum "Legacy", ao lado do organista Joey DeFrancesco, em 2005, pouco antes de sua morte. Tocou com alguns dos mais famosos solistas do Jazz, dentre essas parcerias, podemos destacar as que fez com Lee Morgan e Wes Montgomery. Em apenas oito (8) anos, gravou mais de quarenta (40) Jans Sessions para o Selo Blue Note, migrando mais tarde para a Verve. Sua colaboração com as Big Bands de Oliver Nelson e Lalo Shifrin, também deixaram uma marca importantíssima no Jazz. Influenciou toda uma geração de organistas que vieram depois dele. No registro abaixo, podemos ve-lo e ouvi-lo, ao lado de Stanley Turrentine (sax tenor), Kenny Burrel (guitarra) e Grady Tate (bateria), interpretando "The Jumpin' Blues". Boa audição!!!!
Ray Crowford
Se há algum guitarrista do jazz moderno que mereça mais reconhecimento e atenção, esse, certamente, é Ray Crawford, um músico muito respeitado por seus colegas e, que no entanto, não alcançou a fama e o destaque que tiveram outros de sua época. Ray começou tocando sax na orquestra de Fletcher Henderson, instrumento que abandonou por razões de saúde. Passou a tocar guitarra nos anos 50 com o conjunto de Ahmad Jamal; teve uma destacada participação na orquestra de Gil Evans,Tocou com alguns famosos, dentre eles, Jimmy Smith. Bora conferir o seu fraseado?
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Benny Bailey
O trompetista Benny Bailey foi um dessess músicos geniais do Jazz que, sem dúvida alguma, não teve a proeminência de um Freddie Hubbard ou Miles Davis. Seu estilo bop.hard bop era suave e bastante depurado, sem contar com sua imensa criatividade no improviso. Tocou em muitas bandas, como as de Dizzy Gillespie e Lionel Hampton, no começo de sua carreira e, posteriormente, Harry Arnold, Clarke Bolland e Quincy Jones. Viveu por longos períodos em países europeus. No vídeo abaixo podemos velo e ouvi-lo com Dexter Gordon, em uma sessão rítmica, juntamente com: Lars Siosten (piano); Torbjorn Hullcranz (baixo); Jual Curtis (bateria) e Benny Bailey, que faz o primeiro solo. Boa audição!!!!
Bobby Hutcherson
Bobby Hutcherson, voltou a reunir-se com o saxofonista Harold Land em 1974, para o Álbum "Cirrus", que foi aclamado pela crítica daqueles dias. No Álbum participam, além de Hutcherson, no vibrafone, Wood Shaw, no trompete e arranjos, Harold Land e Emanuel Boyd no sax e flautas, William Henderson, teclado, Ray Drummond, contrabaixo, Larry Hancock, bateria e Kenneth Nash, percussão. O som típico de uma época, que podemos ouvir no vídeo abaixo. Boa audição!!!
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Nat Adderley
Nat Adderley foi um dos poucos cornetistas da época do Jazz Moderno. Durante muito tempo foi integrante dos 5tetos e 6tetos de seu irmão Cannonball Aderley. Deixou uma grande quantidade de álbuns gravados em seu nome. Seu estilo era muito pessoal e facilmente identificavel e possuia uma depurada técnica no improviso.. Nat também era compositor e um de seus mais conhecidos temas, hoje considerado um standard do jazz foi "Work Song", que podemos ouvir no vídeo abaixo com o 6teto de seu irmão. Boa audição!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Antonio Carlos Jobim
Costuma-se dizer que Antonio Carlos Jobim, mais conhecido como Tom Jobim, foi um dos maiores compositores do século XX. Tom é o nosso Col Porter. Cada uma da imensa quantidade de composições suas tornaram-se famosas e mundialmente conhecidas. Podemos citar algumas: Garota de Ipanema, Corcovado, O Amor em Paz, Águas de Março, Orfeo Negro, Água de Beber, Desafinado, Dindi, Insensatez,, Meditação, etc, etc, etc...Nos anos 60 sua música teve uma grande influência sobre a música norte americana e o aporte ao Jazz foi quase que imediato. A maioria de suas composições se tornaram standards que foram interpretados por dezenas de vocalistas e músicos de Jazz como por exemplo: Stan Getz, Ella Fitzgerald, Oscar Peterson, Herbie Hancock, Chick Corea, Quincy Jones, Cannonball Adderly, Joe Henderson, entre muitos outros. No vídeo abaixo, a vocalista Carmen McRae, nos brinda com uma interpretação personalíssima de uma das mais célebres canções de Jobim> "Chega de Saudade", conhecida em inglês como " No More Blues". Boa audição!!!
Donald Byrd
Um dos trompetistas mais versáteis da época do Be-bop e correntes posteriores, foi Donald Byrd, que também, foi um dos pioneiros do Funk e do Soul. Já no final da carreira, acercou-se da Música Pop. Seus melhores anos no Jazz, foram àqueles em que tocou e gravou com Pepper Adams. Embora tivesse desenvolvido um estilo muito pessoal, havia nele, uma certa semelhança aos estilos de Lee Morgan e Miles Davis. No vídeo abaixo, uma faixa do Álbum gravado em 1961, pela selo Blue Note "The Cat Walk". Acompanham-no: Pepper Adams (sax barítono), Duke Pearson (piano) e Laymon Jackson (bateria). Boa audição!
domingo, 4 de dezembro de 2016
Stephane Grappelli - (Paris, 26 de janeiro de 1908 — Paris, 1 de dezembro de 1997)
O violinista francês Stephane Grappelli é o mais importante e famoso expoente do violino, na história do jazz. Foi membro fundador do célebre Quintette du Hot Club de France, com o guitarrista Django Reinhardt, em 1934, conjunto que viria a exercer uma significativa influência mundial. A carreira de Grappelli sempre esteve em ascenção. Tocou com os mais importantes músicos de jazz, como por ex: Duke Ellington, Oscar Peterson, Gary Burton, Joe Pass, Michel Petrucciani e outros. Recebeu a estima e admiração tanto de músicos clássicos quanto os de jazz. No vídeo abaixo, ele se apresenta em Varsóvia, ao lado do pianista MacCoy Tyner e do guitarrista Marc Fossett. Sem dúvida alguma, um deslumbre! Boa Audição!!!
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
John Coltrane - (Hamlet, Carolina do Norte, 23 de setembro de 1926 — Long Island, Nova Iorque, 17 de julho de 1967)
A importância e a influência de John Coltrane no Jazz Contemporâneo são imensas! Sua espiritualidade profunda esteve sempre em consonância com a sua criatividade e técnica instrumental, que veio a se refletir em seu mais famosos álbum: "A Love Supreme". Esse foi o marco que mudou a sua produção musical e artística em 1964, embora nesse sentido , a mudança já estivesse ocorrendo com "Giant Steps", bem como com gravações subsequentes à sua associação com Miles Davis. "Meditations", catalogada como Jazz Avant-Garde, causou grande polêmica em sua época e foi uma das últimas gravações com McCoy Tyner e Elvin Jones. Indiscutivelmente, esse foi um dos períodos mais espiritualmente importantes e intensos, pós "A Love Supreme". No vídeo abaixo, Coltrane interpreta "Love", do álbum Meditations. Boa Audição!
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Ellis Marsalis,
Pouca gente sabe que o pianista ELLIS MARSALIS é o cabeça de uma das famílias mais musicais e mais célebres de Nova Orleans. Ellis começou tocando clarinete e sax tenor e, mais tarde decidiu-se pelo piano. Hoje ele é um respeitado pianista de jazz, e é considerado o pioneiro do movimento Jazz Moderno. Além de músico, Marsalis é, também, um educador de prestígio. É pai de Branford Marsalis (sax), Wynton Marsalis (trompete). Delfeayo Marsalis (trombone) e Jason Marsalis (bateria), todos músicos que alcançaram êxito por seus próprios méritos. Marsalis foi um grande amigo e admirador de Wynton Kelly, razão pela qual deu a um dos seus filhos, o nome de Wynton. Em sua tragetória recebeu numerosos prêmios e homenagens. Sua discografia é vastíssima. Aos 81 anos dirige uma série de instituições educativas voltadas para a promoção e preservação do Jazz.. Ellis recebeu influências de outros músicos, como por exemplo: Terence Blanchard e Nicholas Payton (trompetistas), Harry Connick Jr (pianista, ator e vocalista), todos de Nova Orleans. No vídeo abaixo, podemos ver e ouvir o mestre Marsalis, tocando com músicos de outras gerações, no The New Orleans Jazz & Heritage Festival 2012 . Boa audição!
sábado, 29 de outubro de 2016
Paul Desmond
O nome de Paul Desmond está entre os mais destacados saxofonistas altos do jazz moderno. Além de ter se tornado mundialmente conhecido através do célebre 4teto de Dave Brubeck, ele fez associações importantes com outros músicos de renome, além de dirigir seus próprios conjuntos. O som que conseguia extrair do sax alto era muito pessoal e suas improvisações eram refinadas, inteligentes e muito criativas, graças à técnica refinada que desenvolveu. No registro abaixo, Paul se apresenta com Gerry Mulligan e Dave Brubeck no ano de 1971. Boa audição!
Gerry Mulligan e Chet Baker
No começo dos anos 50, o 4teto sem piano de Guerry Mulligan e Chet Baker, se transformou em um dos mais inovadores, importantes e influentes do período cool. Depois de uma breve separação, ambos os músicos, gravaram em 1957 o Album "Reunion", hoje de coleção... Posteriormente, cada um seguiu sua carreira por conta própria, durante alguns anos. Em 1974 voltaram a se reunir em um célebre concerto no Carnegie Hall, que viria a ser considerado uma verdadeira pérola musical. Naquela oportunidade, o conjunto se apresentou com um número maior de músicos, no qual incluía o então jovem John Scofield na guitarra, que fazia ali, a sua estréia, com grandes músicos e, em um cenário de grande importância. Dessa memorável ocasião, podemos ouvir, no registro abaixo, um dos temas clássicos do repertório de Mulligan: "Line for Lyon" e, na sequência, uma faixa do album "Reunion": Stardust, que eu adoro. Boa audição
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Toots Thielemans - (29 de abril de 1922, Bruxelas, Bélgica - 22 de agosto de 2016, Bruxelas, Bélgica)
Adeus à Toots Thielemans!
O mais célebre executante da gaita no Jazz, o belga Toots Thielemans, faleceu hoje (22/08) na Bélgica, enquanto dormia, aos 94 anos de idade. Seu primeiro instrumento foi o acordeon, quando tinha apenas 3 anos de idade. Com o tempo aprendeu a tocar gaita e guitarra.
No Jazz, ele se destacou como o mais famoso executante da gaita, embora se apresentasse, algumas vezes, tocando guitarra. Tinha uma grande habilidade para solar de improviso e, também, de executar melodias assoviando.
Thielemans descobriu o Jazz durante a ocupação alemã em seu país (Bélgica). Muitos de seus familiares e amigos possuiam discos de Jazz que o deixavam fascinado. Depois de ouvir Django Reinhardt e Stephane Grappelli, começou a tocar Jazz em sua gaita, com uma desenvoltura técnica e emocional pouco comuns. Terminada a guerra, passou a tocar com os músicos do seu país, até que, no final da década de 40, Benny Goodman convidou-o a incorporar-se à sua Orquestra, depois de haverem tocado juntos na Europa. Dificuldades com o visto, não lhe permitiram entrar nos EUA até 1951. Em 1958 nacionalizou-se norte americano.
Uma de suas primeiras atuações nos EUA, foi com Charlie Parker e Miles Davis. Tocou guitarra durante algum tempo com o Quinteto de George Shearing. No ano de 1961 gravou sua mais famosa composição: "Bluessette", que viria a se tornar um standard do Jazz. Trabalhou com Chet Baker, Bill Evans e outros grandes músicos do jazz, patrocinados por Norman Granz. Fez parte de filmes famosos, como "Midnigth Cowboy", "The Getaway", "Sugarland Express", "Turks Fruit" e "Jean de Florette".
Thielemans gravou e tocou em concertos com muitos músicos famosos tais como: Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Natalie Cole, Diana Krall, Johnny Mathis, Pat Metheny, Leny Andrade, Elis Regina, Herbie Hancock, Jaco Pastorius, Joe Lovano, Oscar Peterson e muitos outros. Nos últimos anos de sua carreira tocou regularmente com o pianista Kenny Werner. A partir de 2014 começou a cancelar concertos em função de alguns problemas de saúde.Como líder Toots gravou 26 álbuns aos quais se agregam mais de meia centena de outros dos quais tomou parte, como integrante de diversos conjuntos.
Em 2011 o Rei Alberto II da Bélgica, lhe outorgou o título de Barão. Nesse mesmo ano foi nomeado Professor Honoris Causa de duas Universidades belgas. Em 2008 recebeu o Prêmio NEA JAZZ MASTER 2009. No ano seguinte, obteve o Prêmio Amsterdan Concertgebouw Jazz Award, na Holanda. No vídeo abaixo sua mais famosa composição> Bluessette. Boa audição.
R.I.P. Toots Thielemans!!!!!!
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Marian McPartland - 20 de março de 1918, Slough, Reino Unido - 20 Agosto de 2013 )
Recordando a lendária Marian McPartland
Marian McPartland, uma das mais queridas e famosas pianistas de Jazz, morreu há três anos, em Port Washington, NY. Pianista de extraordinária técnica e swing, além de refinado gosto musical, McPartland foi uma das poucas mulheres de sua geração que conseguiu espaço em um mundo dominado quase que exclusivamente por homens.
Marian nasceu em Londres e iniciou os estudos musicais na famosa Guildhall School Of Music And Drama Nos anos 40 mudou-se para os EUA onde residiu até sua morte. Marian foi uma notável compositora, também. Em 1958 foi uma das poucas mulheres retratadas na famosa fotografia "A Great Day in Harlem". Sua carreira musical nos EUA teve inicio com o selo Savoy, em 1951 quando lançou seu album "Jazz At Storyville. Sua carreira como comentarista de Jazz em programa de rádio começou em 1964 na WBAI-FM, onde entrevistava músicos e tocava discos dos convidados. Seu programa mais importante foi, Marian McPartoland Piano Jazz, em 1978 na NPR. Marian também publicou uma coleção de ensaios em 1975 . Marian inspirou o Documentário "In Good Time, The Piano Jazz Of Marian McPartland e tomou parte do Documentário "The Girls In The Band", sobre a história da participação das mulheres no Jazz.. Hoje Marian é lembrada como uma das grandes estrela do Jazz.

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