Keith Jarret é um indiscutível mestre do piano jazzístico contemporâneo. À grosso modo poderíamos situar os pianistas surgidos no jazz a partit dos anos 60 num espectro que tem num dos polos Keith Jarret e no outro Chick Corea. Menino prodígio musical, Jarret começou a tocar piano aos três anos de idade, fez um recital aos sete anos e já era músico profissional na adolescência. Em 1962 entrou para a Berklee School of Music e logo estava liderando seu próprio grupo. Em 1965 mudou-se para Nova Iorque. Passou alguns meses com os Jazz Messengers, de Art Blakey e depois ficou de 1965 a 1969 com o Charles Lloyd Quartet. Tocou entre 1969 e 1971 com Miles Davis, no histórico grupo que fundou o jazz-rock (em 1969 dividia a cena com Chick Corea), e após esse período lançou-se definitivamente na carreira solo. Jarret passou quase toda a carreira gravando para o selo ECM, do qual é, muito provavelmente, a estrela máxima. O resultado é uma volumosa discografia. Em 1983, já consagrado,, formou com o contrabaixista Gary Peacock e o baterista Jack DeJohnette, um trio para a gravação dos dois volumes de "Standards" (o 2º vol. saiu em 1985), grupo esse que se mantém ativo até hoje.. O Jarret Standards Trio, como é informalmente conhecido, veio a se tornar efetivamente um ponto de referência dentro da música contemporânea de câmara.. As interpretações de Jarret são temperadas por leves excentricidades cênicas. Ele tem, por exemplo, o hábito de murmurar ou cantarolar enquanto toca, a exemplo de Errol Garner, Glenn Gould... Ocasionalmente, também, se levanta da banqueta para tocar de pé, etc. No entanto, assim como ocorria com Gould ou Garner, tais excentricidades ficam em segundo plano, nunca chegando a ofuscar o compromisso total de Jarret com a música. Confiram, no vídeo abaixo, o virtuosismo de Jarret com o seu trio. Boa audição!
Errol Garner
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Keith Jarret - (Allentown, 8 de maio de 1945)
Keith Jarret é um indiscutível mestre do piano jazzístico contemporâneo. À grosso modo poderíamos situar os pianistas surgidos no jazz a partit dos anos 60 num espectro que tem num dos polos Keith Jarret e no outro Chick Corea. Menino prodígio musical, Jarret começou a tocar piano aos três anos de idade, fez um recital aos sete anos e já era músico profissional na adolescência. Em 1962 entrou para a Berklee School of Music e logo estava liderando seu próprio grupo. Em 1965 mudou-se para Nova Iorque. Passou alguns meses com os Jazz Messengers, de Art Blakey e depois ficou de 1965 a 1969 com o Charles Lloyd Quartet. Tocou entre 1969 e 1971 com Miles Davis, no histórico grupo que fundou o jazz-rock (em 1969 dividia a cena com Chick Corea), e após esse período lançou-se definitivamente na carreira solo. Jarret passou quase toda a carreira gravando para o selo ECM, do qual é, muito provavelmente, a estrela máxima. O resultado é uma volumosa discografia. Em 1983, já consagrado,, formou com o contrabaixista Gary Peacock e o baterista Jack DeJohnette, um trio para a gravação dos dois volumes de "Standards" (o 2º vol. saiu em 1985), grupo esse que se mantém ativo até hoje.. O Jarret Standards Trio, como é informalmente conhecido, veio a se tornar efetivamente um ponto de referência dentro da música contemporânea de câmara.. As interpretações de Jarret são temperadas por leves excentricidades cênicas. Ele tem, por exemplo, o hábito de murmurar ou cantarolar enquanto toca, a exemplo de Errol Garner, Glenn Gould... Ocasionalmente, também, se levanta da banqueta para tocar de pé, etc. No entanto, assim como ocorria com Gould ou Garner, tais excentricidades ficam em segundo plano, nunca chegando a ofuscar o compromisso total de Jarret com a música. Confiram, no vídeo abaixo, o virtuosismo de Jarret com o seu trio. Boa audição!
sábado, 13 de agosto de 2016
Bud Shank - (27/05/1926 - 02/04/2009)
Ao lado de Art Pepper e Sonny Criss, Bud Shank foi um dos primeiros saxofonistas da Costa Oeste dos EUA a ser "tocado" pelas inovações de Charlie Parker. Tornou-se um dos grandes promotores da variante do Cool Jazz, que ficou conhecida por West Coast Jazz, corrente dentro da qual marcou o seu nome como um dos grandes sax altos da história do Jazz. Shank foi, também, um exímio flautista, instrumento que dominou desde muito cedo, na Big Band de Stan Kenton (1950/51), tendo se dedicado, ainda, ao clarinete e ao sax tenor.
Tocou com vários dos mais importantes músicos da Costa Oeste, como Gerry Mulligan, Chet Baker, Barney Kassel, Jimmy Giuffre, Shorty Rogers e muitos outros. Foi integrante do famoso grupo Ligthouse All-Stars, de Howard Rumsey. Passando a ser muito solicitado como músico de estúdio, Shank afastou-se do epicentro do Jazz. Fez algumas excursões e participou de alguns concertos, que resultaram em gravações ao vivo de altíssima qualidade. Nos anos 90 gravou "Lost in the Stars" (com Lou Levy), "I Told You So" (com Kenny Barron), "New Gold" e "Silver Storm" (ambos com Conte Candoli e Bill Perkins). Gravou o album "Brazilliance" com o guitarrista brasileiro Laurindo de Almeida e Gary Peacock no contrabaixo, uma década antes das experiências latinas de Stan Getz, o que nos faz supor ser Shank o pioneiro da Bossa Nova. Shank colaborou com Sergio Mendes nos anos 60 e, em 70 voltou a trabalhar com Laurindo de Almeida, integrando o grupo L.A.4 (de Laurindo) ao lado de Ray Brown (contrabaixo) e Chuck Flores (bateria) substituído mais tarde por Shelly Manne e depois por Jeff Hamilton. No vídeo abaixo,uma faixa do album citado, "Brazilliance". Boa audição!!!
Terri Lyne Carrington
Uma das mais respeitadas e admiradas bateristas de hoje é Terri Lyne Carrington. O grande baterista Buddy Rich, ficou impressionado, quando a ouviu tocar pela primeira vez, e ela era ainda adolescente e profetizou que ela faria uma sólida carreira musical . Duas décadas depois, Terri já era considerada uma gigante do jazz.. Em 2011 ela criou um conjunto só de mulheres o The Mosaic Project, destacando-se as vocalistas Cassandra Wilson, Dianne Reeves e Dee Dee. Em 2012 o conjunto ganhou o Grammy de Melhor Album de Jazz Vocal. No vídeo abaixo, em que ela homenageia Roy Haynes, acompanhada de Danilo Perez e John Lockwood, podemos apreciar sua qualidade e técnica. Boa audição!
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Muddy Waters
Muddy Waters (14 de abril de 1913, Condado de Issaquena, Mississippi - 30 de abril de 1983, Westmont, Illinois)
Ele sempre foi considerado um dos grandes mestres do Blues, embora dono de uma discografia razoavelmente irregular. Quando o guitarrista albino Johnny Winter resolveu produzir um de seus discos, em 1977, o resultado não poderia ter sido melhor. Botando todos os músicos envolvidos para tocar juntos no estúdio, como em uma gravação ao vivo, Waters e Winter, deram ao disco, uma espontaneidade contagiante e, a sensação de que o blues era, antes de tudo, uma celebração musical, às vezes caótica, mas sempre bela. A faixa de abertura, a antológica "Mannish Boy", confirma o que Françoise Sagan disse certa vez sobre jazz e que cai como uma luva ao blues também: "a música de jazz é uma inquietação acelerada". Tirem suas próprias conclusões, ouvindo o registro abaixo. Boa audição!
Em tempo: o censo de 1920 (08 de março de 1920), lista Muddy com cinco anos de idade, o que sugere que, seu nascimento pode ter sido em 1914. Já o The Social Security Death Index, contando com a aplicação do cartão da Segurança Social, apresentado após sua mudança para Chicago, em meados de 1940, lista ele como tendo nascido em 04 de abril de 1913. Em sua lápide o ano de nascimento consta como sendo 14 de abril de 1013.
terça-feira, 29 de março de 2016
Thad Jones
O trompetista, compositor, arranjador e diretor Thad Jones, foi um dos músicos mais destacados, da segunda metade do século passado. Além de grande trompetista da era do be bop, dirigiu a Orquestra de Count Basie, após a morte deste - com quem tocou por anos. Também, co-dirigiu a orquestra que viria marcar época com novo som e estilo. Refiro-me à lendária Orquestra Thad Jones & Mel Lewis, com a qual podemos ve-lo e ouvi-lo executando seus próprios arranjos. Boa audição!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Billie Holiday
"Ninguém canta como eu a palavra fome ou a palavra amor. Sem dúvida, porque eu sei o que há por trás dessas palavras" (Billie Holiday)
Negra, pobre, prostituída, ainda na adolescência, a vida instável, levada entre reformatórios e cabarés das ruas do Harlem, até às casas de espetáculos mais prestigiadas do planeta; entre a fome e a pobreza, o sucesso arrebatador e, a consolidação como a melhor de todos os tempos. Em cada canção, há uma mistura sutil, de diferentes estados d'alma. Billie nunca está totalmente alegre, inteiramente amorosa, ou, completamente abandonada. Sua verdade é bem mais complexa! Teve uma infância humilde e conturbada, fomentada pelo abandono materno. pelas dificuldades financeiras, pelo abuso sexual, pelas várias passagens por reformatórios, pela iniciação à prostituição...Sua mãe, Sarah Harris, muito pobre, separada do marido, não tinha condições de cuidar da filha, deixando-a aos cuidados de sua meia-irmã que, por sua vez, passou Billie, para a responsabilidade de sua sogra. A pequena, futura grande diva do jazz, passou por grande apertos. Mais tarde, Billie voltaria aos cuidados de sua mãe. Nessa época, passou a ajudar sua mãe no restaurante, em Baltimore, foi quando foi abusada sexualmente por um vizinho. Curioso é que, ao invés do estuprador ser penalizado, quem sofreu as consequências foi a vítima - Billie, que foi levada para um reformatório...A história de Billie, é um dramático relato de blues! Na condição de pobre, negra em um país que vivia um período de segregação racial violento, Billie, para sobreviver, passou a oferecer serviços domésticos a um bordel e, consequentemente, passou a se prostituir. E foi, em um desses quartinhos de bordel, que Billie ouviu pela primeira vez, em uma vitrola, um disco de Louis Armstrong e Bessie Smith. Ali nasceu sua paixão pelo jazz. Bessie e Armstrong seriam suas grandes influências. Billie começou a cantar nesse mesmo bordel, em Baltimore. A história de Billie é longa e apaixonante...Uma de suas canções que eu mais gosto é "Strange Fruit", uma composição de Lewis Allan - pseudônimo do escritor Abel Meeropol, um judeu comunista que morava em Nova Iorque. Esta canção ficou eternizada na voz de Billie em 1939. A canção relata, como nenhuma outra, a grande violência impingida aos negros e, tornou-se um símbolo da luta contra a discriminação racial nos EUA. O "fruto estranho", citado na canção, faz alusão aos linchamentos ocorridos, principalmente no sul dos EUA, onde os corpos dos negros linchados, ficavam expostos, pendurados em árvores. O mais assustador é ver fotografias dessa época e perceber, com que naturalidade, as pessoas ficavam "admirando" os cadáveres pendurado... Em 2012, foi lançado, aqui no Brasil, o livro "Strange Fruit: Billie Holiday e a radiografia de uma canção", escrito pelo jornalista David Margolick, com tradução de José Rubens Siqueira, e que reflete sobre a emblemática canção naquele momento em que foi lançada e todo o seu contexto histórico ligado ao período da segregação racial nos EUA. Bem, só nos resta agora, ouvir Billie...Boa audição!
Freddie Hubbard,
O trompetista FREDDIE HUBBARD, máximo expoente do hard-bop, não necessita de grandes introduções, pois, sem dúvida alguma, foi um dos mais importantes trompetistas do jazz moderno. Sua morte, há 7 anos atrás (28/12/2008), representou uma grande perda para o jazz. Nesse vídeo abaixo, Freddie Hubbard presta uma homenagem ao grande Clifford Brown, interpretando, magistralmente "I Remember Clifford". Boa audição!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Lewis Nash
Apesar de sua profunda experiência tocando com músicos do be-bop e do hard-bop, o baterista LEWIS NASH, possui uma flexível e engenhosa versatilidade, e se sente muito à vontade tocando funk, latin jazz, e outros rítmos mais tradicionais. Em quase quatro décadas de carreira musical, Nash já é considerado um dos melhores e mais admirados bateristas da atualidade. Entre as dezenas de grandes figuras do jazz com quem tocou, podemos destacar: Tommy Flanagan, Dizzy Gillespie, Oscar Peterson, Betty Carter, Sonny Rollins, Horace Silver, McCoy Tyner e muitos outros. Podemos ver e ouvir, abaixo, Lewis Nash, tocando em duo com o saxofonista Steve Wilson, o standard de Duke Ellington, "Caravan". Boa audição.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Wayne Shorter
Em agosto deste ano (2015), o saxofonista Wayne Shorter, completou 82 anos. Shorter, sem sombra de dúvidas, é um dos gigantes em seu instrumento, como, também, um grande compositor. Muitas de suas composições tornaram-se standards do jazz contemporâneo. "Speak No Evil" é um deles. A participação de Shorter nos conjuntos de Art Blakey e os Jazz Messengers, de Miles Davis e Weather Report é lendária. Ultimamente ele tem trabalhado com Herbie Hancock. A última vez que se apresentou com o seu 4teto(John Patitucci, Danilo Perez e Brian Blade) o impacto foi global. Ouçam, no vídeo abaixo, a canção "Speak No Evil", interpretado por Waine Shorter, acompanhado de Freddie Hubbard, Herbie Hancock, Ron Carter e Elvin Jones, cinco gigantes do jazz. Boa audição!
Bunk Johnson
Durante muito tempo, a figura de um dos principais pioneiros do jazz em Nova Orleans não foi conhecida. Somente quando Louis Armnstrong revela ao público que Bunk fora uma de suas principais influências, no início de sua carreira, em 1937, é que, a partir daí o historiador e musicólogo William D. Russel, resgata Bunk do anonimato e faz suas primeiras gravações, em 1942. Bunk, a essas alturas, já tinha mais de 60 anos de idade, mas, com vitalidade suficiente para continuar tocando, gravando e realizando concertos e excursões, o que lhe garantiu reconhecimento e fama. Confira, no vídeo abaixo, uma de suas primeiras gravações.
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