O trompetista, compositor, arranjador e diretor Thad Jones, foi um dos músicos mais destacados, da segunda metade do século passado. Além de grande trompetista da era do be bop, dirigiu a Orquestra de Count Basie, após a morte deste - com quem tocou por anos. Também, co-dirigiu a orquestra que viria marcar época com novo som e estilo. Refiro-me à lendária Orquestra Thad Jones & Mel Lewis, com a qual podemos ve-lo e ouvi-lo executando seus próprios arranjos. Boa audição!
Errol Garner
terça-feira, 29 de março de 2016
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Billie Holiday
"Ninguém canta como eu a palavra fome ou a palavra amor. Sem dúvida, porque eu sei o que há por trás dessas palavras" (Billie Holiday)
Negra, pobre, prostituída, ainda na adolescência, a vida instável, levada entre reformatórios e cabarés das ruas do Harlem, até às casas de espetáculos mais prestigiadas do planeta; entre a fome e a pobreza, o sucesso arrebatador e, a consolidação como a melhor de todos os tempos. Em cada canção, há uma mistura sutil, de diferentes estados d'alma. Billie nunca está totalmente alegre, inteiramente amorosa, ou, completamente abandonada. Sua verdade é bem mais complexa! Teve uma infância humilde e conturbada, fomentada pelo abandono materno. pelas dificuldades financeiras, pelo abuso sexual, pelas várias passagens por reformatórios, pela iniciação à prostituição...Sua mãe, Sarah Harris, muito pobre, separada do marido, não tinha condições de cuidar da filha, deixando-a aos cuidados de sua meia-irmã que, por sua vez, passou Billie, para a responsabilidade de sua sogra. A pequena, futura grande diva do jazz, passou por grande apertos. Mais tarde, Billie voltaria aos cuidados de sua mãe. Nessa época, passou a ajudar sua mãe no restaurante, em Baltimore, foi quando foi abusada sexualmente por um vizinho. Curioso é que, ao invés do estuprador ser penalizado, quem sofreu as consequências foi a vítima - Billie, que foi levada para um reformatório...A história de Billie, é um dramático relato de blues! Na condição de pobre, negra em um país que vivia um período de segregação racial violento, Billie, para sobreviver, passou a oferecer serviços domésticos a um bordel e, consequentemente, passou a se prostituir. E foi, em um desses quartinhos de bordel, que Billie ouviu pela primeira vez, em uma vitrola, um disco de Louis Armstrong e Bessie Smith. Ali nasceu sua paixão pelo jazz. Bessie e Armstrong seriam suas grandes influências. Billie começou a cantar nesse mesmo bordel, em Baltimore. A história de Billie é longa e apaixonante...Uma de suas canções que eu mais gosto é "Strange Fruit", uma composição de Lewis Allan - pseudônimo do escritor Abel Meeropol, um judeu comunista que morava em Nova Iorque. Esta canção ficou eternizada na voz de Billie em 1939. A canção relata, como nenhuma outra, a grande violência impingida aos negros e, tornou-se um símbolo da luta contra a discriminação racial nos EUA. O "fruto estranho", citado na canção, faz alusão aos linchamentos ocorridos, principalmente no sul dos EUA, onde os corpos dos negros linchados, ficavam expostos, pendurados em árvores. O mais assustador é ver fotografias dessa época e perceber, com que naturalidade, as pessoas ficavam "admirando" os cadáveres pendurado... Em 2012, foi lançado, aqui no Brasil, o livro "Strange Fruit: Billie Holiday e a radiografia de uma canção", escrito pelo jornalista David Margolick, com tradução de José Rubens Siqueira, e que reflete sobre a emblemática canção naquele momento em que foi lançada e todo o seu contexto histórico ligado ao período da segregação racial nos EUA. Bem, só nos resta agora, ouvir Billie...Boa audição!
Freddie Hubbard,
O trompetista FREDDIE HUBBARD, máximo expoente do hard-bop, não necessita de grandes introduções, pois, sem dúvida alguma, foi um dos mais importantes trompetistas do jazz moderno. Sua morte, há 7 anos atrás (28/12/2008), representou uma grande perda para o jazz. Nesse vídeo abaixo, Freddie Hubbard presta uma homenagem ao grande Clifford Brown, interpretando, magistralmente "I Remember Clifford". Boa audição!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Lewis Nash
Apesar de sua profunda experiência tocando com músicos do be-bop e do hard-bop, o baterista LEWIS NASH, possui uma flexível e engenhosa versatilidade, e se sente muito à vontade tocando funk, latin jazz, e outros rítmos mais tradicionais. Em quase quatro décadas de carreira musical, Nash já é considerado um dos melhores e mais admirados bateristas da atualidade. Entre as dezenas de grandes figuras do jazz com quem tocou, podemos destacar: Tommy Flanagan, Dizzy Gillespie, Oscar Peterson, Betty Carter, Sonny Rollins, Horace Silver, McCoy Tyner e muitos outros. Podemos ver e ouvir, abaixo, Lewis Nash, tocando em duo com o saxofonista Steve Wilson, o standard de Duke Ellington, "Caravan". Boa audição.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Wayne Shorter
Em agosto deste ano (2015), o saxofonista Wayne Shorter, completou 82 anos. Shorter, sem sombra de dúvidas, é um dos gigantes em seu instrumento, como, também, um grande compositor. Muitas de suas composições tornaram-se standards do jazz contemporâneo. "Speak No Evil" é um deles. A participação de Shorter nos conjuntos de Art Blakey e os Jazz Messengers, de Miles Davis e Weather Report é lendária. Ultimamente ele tem trabalhado com Herbie Hancock. A última vez que se apresentou com o seu 4teto(John Patitucci, Danilo Perez e Brian Blade) o impacto foi global. Ouçam, no vídeo abaixo, a canção "Speak No Evil", interpretado por Waine Shorter, acompanhado de Freddie Hubbard, Herbie Hancock, Ron Carter e Elvin Jones, cinco gigantes do jazz. Boa audição!
Bunk Johnson
Durante muito tempo, a figura de um dos principais pioneiros do jazz em Nova Orleans não foi conhecida. Somente quando Louis Armnstrong revela ao público que Bunk fora uma de suas principais influências, no início de sua carreira, em 1937, é que, a partir daí o historiador e musicólogo William D. Russel, resgata Bunk do anonimato e faz suas primeiras gravações, em 1942. Bunk, a essas alturas, já tinha mais de 60 anos de idade, mas, com vitalidade suficiente para continuar tocando, gravando e realizando concertos e excursões, o que lhe garantiu reconhecimento e fama. Confira, no vídeo abaixo, uma de suas primeiras gravações.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Oscar Peterson (15 de agosto de 1925, Montreal, Canadá - 23 de dezembro de 2007, Mississauga, Canadá)
Oito anos de ausência! Ontem (23/12), comemorou-se o aniversário de morte do canadense Oscar Peterson, a quem esse país erigiu um monumento em sua homenagem, há quatro anos. Sua imagem foi impressa em selos postais canadenses. A fama de Peterson, um dos grandes pianistas de toda a história do Jazz não teve fronteiras internacionais. No link abaixo pode-se ler o excelente artigo publicado na BBC, no dia seguinte ao seu falecimento. E como hoje é véspera de Natal, ouçamos "An Oscar Peterson Christmas"
Ronnie Scott
quinta-feira, 26 de março de 2015
Sarah Vaughan
Sarah Vaughan foi uma das grandes, vocalistas de toda a historia do jazz. descrita por Scott Yanow como "uma das vozes mais maravilhosas do século 20". Apelidada "Sailor" (por seu discurso salgado), "Sassy" e "A Divina", Sarah Vaughan foi ganhadora do Grammy e do NEA Jazz Masters, a "mais alta honra no jazz", atribuída pela National Endowment for the Arts em 1989.
terça-feira, 17 de março de 2015
Tommy Flanagan
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